quarta-feira, 18 de maio de 2011

Saiba qual é a diferença entre travestis ,transexuais e drag queens



A classe LGBT é formada por  uma veriedade de gênero,que muitas vezes foge do conhecimento popular,e por isso,é comum ver pessoas cometendo equívocos ou até mesmo gafes (pra nós vistas como absurdas) .
Embora não se possa culpar a sociedade em geral, a questão é a falta de informação. Portanto,ao invés de reagir com arrogância diante dessas situações,o melhor caminho é informar com muita diplomacia ,e assim vamos cumprindo o papel de educar a sociedade para o respeito com a diversidade.


Experiência própria

Algumas pessoas ao descobrir que eu na verdade seria uma trans,ficaram sem saber como me tratar,e muitas vezes me perguntavam se eu gostaria de ser chamada de "ELE" ou "ELA". Claro que muitas no meu lugar ficariam assustadas ou chateadas diante dessa situação,porém, eu procuro sempre apelar para a educação,e faço questão de explicar  para que o profissional também passa levar adiante esse conhecimento para os outros ,de maneira didática. Para isso,é importante que eu ou qualquer outra cidadã trans esteja preparada para lidar com a situação com prudência.
Oras, se não existe educação para a diversidade na escola(um dos meus maiores anseios) porque penalizar alguém por não saber como me tratar? Se é com educação que se resolve,porque vou  xingar alguém que,inclusive, demonstra interesse em querer me tratar bem? A culpa não é exatamente dessas pessoas,mas do modelo de educação do país que ainda não oferece estrutura suficiente pra que os cidadãos " conscientes " possam  lidar com a diversidade. É muito importante reconhecer essa questão.
Embora existem pessoas irônicas e preconceituosas,é preciso analisar  também  as circunstâncias..e saber ter postura diante desse tipo de ignorância ou falta de conhecimento específico.

TRAVESTIS  são pessoas que nascem com sexo masculino mas psicologicamente se vêem como  SEXO OPOSTO, e em virtude disso,lutam para adequar o corpo à mente,adquirindo traços femininos,embora abram mão de mudar o sexo físico ,pois convivem muito bem com o órgão genital,inclusive usando-o em suas relações sexuais.

 TRANSEXUAIS são aquelas que, não aceitam a condição física em que se encontram por acreditarem plenamente serem do sexo oposto,o que tabém não quer dizer que só se pode  classificar como TRANSEXUAL àquela que passou pelo processo de resignação sexual (termo que simboliza o processo de cirurgia de readequação sexual) ,pois a questão do gênero é mais psicológica do que física,logo, temos TRANSEXUAIS OPERADAS ou CONCLUÍDAS e TRANSEXUAIS em PROCESSO,sendo que as TRANSEXUAIS OPERADAS preferem ser chamadas de MULHERES TRANSEXUAIS ou apenas MULHERES,pois essas já "apagaram" o passado biológico da mente ou preferem não recordar,pois essa realidade traz uma sensação de constrangimento.
 No geral,tanto TRAVESTIS quanto as TRANSEXUAIS podem se apresentar como TRANS,que vem do termo TRANSGÊNERO,palavra derivada de TRANSGENERISMO(  termo que inclui pessoas transexuais, travestis, intersexuais e todas as outras cujo comportamento social seja incongruente com o sexo designado no nascimento, é tipo transpor o gênero do sexo que se nasce ) Essas pessoas gostam de ser tratadas da maneira que se apresentam,ou seja,como MULHERES ,principalmente em locais públicos,pois assim elas se sentem bem e á vontade no local,inclusive lojas, onde são ótimas clientes...

DRAG QUEEN são homossexuais masculinos que,em geral ,se "travestem" para fazer shows performáticos,são inclusive,artistas maravilhosos,mas diferente de TRAVESTIS e TRANSEXUAIS
 vestem-se  e  apresentam-se como meninos no dia a dia .
Contudo,quando esses meninos estivem travestidos ou "montadas" (como a gente diz) deve-se também trata-las como eles se apresentam,ou seja, como ELA ,por uma  questão de ética.

Em resumo,devemos tratar as pessoas da maneira como ela se apresenta..ok?


Espero que eu possa ter contribuído para esclarecer algumas dúvidas...
Um mega beijo à todos os leitores e não deixem de visitar o nosso blog .
Beijos (Giselle Ásthon)













sábado, 14 de maio de 2011



VÍDEO DA SEMANA

Vídeo que motivou Lady Gaga a convocar transexuais para participação especial


SHOW AO VIVO


VÍDEO OFICIAL

O vídeo clipe começa com um manifesto da “Mãe Monstro” falando sobre o nascimento de uma nova raça “dentro da raça da humanidade”, onde não existe preconceitos, julgamentos, e sim, liberdade sem limites. E sobre o nascimento do mal.


No clipe, a cantora faz uma clara homenagem ao Rei do Pop, Michael Jackson, usando meias e luvas brancas. E também a Madonna, em uma cena em que aparece com dentes separados.

Lady Gaga conseguiu o que queria,impactar, espantar, causar polêmica. No vídeo clipe, com mais de sete minutos, a cantora aparece com figurinos extravagantes em um cenário futurista, com maquiagem de caveira, peruca, biquíni, saliências no rosto, cabeças de boneca, entre outras bizarrices. "Born this way" tem assinatura do coreógrafo Laurieann Gibson e do fotógrafo de moda Nick Knight. "Born this way" tem quase três minutos de introdução falada. No iníco do clipe, há a impressão de que estamos assistindo um filme. Na introdução, há a música tema do filme “Um Corpo Que Cai”, de Alfred Hitchcock. Lady Gaga fala sobre a batalha entre as forças do bem e do mal. A música foi lançada com um perfume nada cheiroso, com aroma de sêmem e sangue.
Antes do clipe, a música já rendeu ótimas notícias para a diva. Lady Gaga levou 3 horas para fazer história com Born This Way no iTunes. No Grammy, Lady Gaga já havia mostrado as cabeças de bonecas e roubado a cena do show PRA LÁ DE CHOCANTE.MAS COMO SEMPRE OS CLIPES DELA NÃO TEM NADA A HAVER COM A LETRA,QUE APESAR DE TUDO É UMA MUSICA MUITO BONITA POSITIVA,QUE ENSINA AS PESSOAS A VENCER OS PRECONCEITOS,


VEJA UM TRECHO:

"Não há nada de errado em amar quem você é"Ela dizia, "Pois ele te fez perfeita, querida""Então erga sua cabeça garota e você irá longe,Ouça-me quando eu digo"Eu sou linda à minha maneiraPois Deus não comete errosEstou no caminho certo, babyEu nasci assimNão se cubra de arrependimentosApenas ame-se e você estará bemEstou no caminho certo, babyEu nasci assim

CURIOSIDADES DO CLIPE:

A top model brasileira,a gaúcha Raquel Zimmermann faz uma participação especial no clipe,a Gaúcha está na lista das modelos mais importantes do mundo da moda.No vídeo,a modelo aparece quase irreconhecível com intervenções na face e nos ombros.Esta não é a primeira vez que um modelo brasileiro participa de um trabalho de Lady Gaga. Em junho de 2010, o mineiro Evandro Soldati contracenou com a cantora no video clipe "Alejandro".Raquel aparece em três momentos do vídeo,que tem pouco mais de 7 minutos e é dirigido pelo fotógrafo britânico de moda Nick Knight.A informação de que a brasileira participou do clipe foi dada por Nicola Formichetti, stylist de Lady Gaga e diretor criativo da grife Thierry Mugler.


ESPERO QUE TENHAM CURTIDO


BOM FIM DE SEMANA PRA TODOSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS
BJINHOSSSS

sexta-feira, 13 de maio de 2011

MATO GROSSO NO COMBATE À TRANSFOBIA...



Começa uma campanha para diminuir a violência contra travestis. As travestis serão cadastrados com a intenção de diminuir a incidência de crimes e monitorar pessoas em pontos considerados perigosos.




Nesta quinta-feira (12) haverá uma reunião no Centro de Referência em Direitos Humanos e Combate à Homofobia  e Transfobia para definir junto com a Polícia Militar a ordem desse cadastramento e os pontos de vulnerabilidade.



O Centro de Referência recebe de seis a oito denúncias de agressão contra travestis por mês, na grande Cuiabá. Só em abril foram 12, todas motivadas pelo preconceito a homossexuais. A iniciativa deve se extender a todo o estado.

Adoro essas iniciativas,pq,atravez delas, as pessoas começam a se espelhar,e se tem uma coisa da qual nós precisamos muito é SEGURANÇA....
É realmente uma ideia excelente...parabéns aos militantes do Mato Grosso!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

UNIÃO CIVIL ENTRE PESSOAS DO MESMO SEXO É FINALMENTE APROVADA NO BRASIL







Em um julgamento histórico e por unanimidade, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quinta-feira (05/05) reconhecer as uniões estáveis de homossexuais no país. Os dez ministros presentes entenderam que casais gays devem desfrutar de direitos semelhantes aos de pares heterossexuais, como pensões, aposentadorias, herança e inclusão em planos de saúde.


Originariamente, a primeira forma de união entre um homem e uma mulher ocorreu através da força, isto é, o macho simplesmente pegava a fêmea pela qual sentia desejo. Tratava-se de uma captura, de uma união forçada e não de casamento.


O instituto do casamento, no que diz respeito ao seu aspecto jurídico, desperta interesse como objeto de estudo a partir do período de dominação do Império Romano, onde se observa a existência de normas que regulavam a existência do instituto, o qual era dividido em três espécies distintas: a "confarretio", a "coemptio" e o "usus".

A "confarretio" era o casamento dos patrícios, ou seja, dos cidadãos romanos, e que correspondia ao matrimônio religioso, caracterizado pela oferta de um pão de trigo aos deuses, o que demonstra contemporaneamente, de modo estilizado, a origem do bolo de noiva. Todavia, no império romano, esta forma caiu em desuso.

A "coemptio" era o matrimônio dos plebeus, ou seja, aqueles que não eram cidadãos romanos, enquanto o "usus" era equivalente a um usucapião, já que a mulher era adquirida pela posse. Posteriormente, o instituto evolui até o casamento livre, no qual era exigido apenas a capacidade dos nubentes, o seu consentimento e a inexistência de impedimentos

Com o passar do tempo, a Igreja se apodera dos direitos sobre a regulamentação e celebração do matrimônio, excluindo o Estado de qualquer participação.

Em um outro momento histórico, pelos mais variados fatores, os Estados começaram a rever esta situação. Todavia, a iniciativa foi tomada pelos ingleses, que passaram a regulamentar o instituto sem a interferência da igreja

No Brasil, esta situação perdurou até o ano de 1861, quando o Estado regulamentou o casamento dos acatólicos, formados em sua grande maioria pelos imigrantes. Mais tarde, com o advento da proclamação da República, houve a separação entre o poder temporal e espiritual, conforme explica o Professor Washington de Barros. "Ex positis", desde então temos, entre nós, o casamento civil, apesar de a Constituição Federal de 1988, em seu art. 226, parágrafo segundo, equiparar o casamento religioso ao casamento

sábado, 7 de maio de 2011








VÍDEO DA SEMANA



Será que a sensação pop Lady Gaga será apedrejada pelo seu último vídeo de música "Judas"? Não. Antes ela vai se apedrejar primeiro, diz ela.




Após receber muitas críticas por sua propostas de insinuações religiosas Gaga dirigiu toda a controvérsia em torno de sua música, especialmente em relação ao seu próximo álbum Born This Way," que tem recebido muitas críticas em entrevista exclusiva lançada ontem no E! Online.



Nesta quinta-feira de manhã, por um vazamento do vídeo na internet, fãs do mundo inteiro puderam assistir ao tão aguardado "Judas" de vídeo, on-line e horas antes do esperado.



Gaga decidiu divulgar o vídeo completo após o vazamento que houve pela manhã, apesar de haver programado transmitir na noite de quinta-feira sem cortes no E! Online.



O clipe começa com os 12 discípulos, como você nunca viu antes - cruzando a estrada de motocicletas vestidos com jaquetas de couro envelhecido, personalizado com cada um dos seus nomes.



Aparecendo andando atrás de "Jesus" está ninguém menos que Maria Madalena, a quem Gaga assume o papel, com um Judas desalinhado não muito atrás.



O vídeo termina surprendentemente com Maria Madalena sendo apedrejada até a morte pelo público. "Eu pensei, se eu vou ser apedrejada por fazer este vídeo, eu vou me apedrejar primeiro."



Mas Gaga quer deixar claro que "o vídeo é realmente apenas uma metáfora" e não uma "lição bíblica."



"Na minha opinião, a única coisa controversa sobre este vídeo é que eu estou vestindo Christian Lacroix e Chanel no mesmo quadro."



Gaga confessou que, ao contrário do que muitos acreditam, a canção é mais sobre ex-namorados, traição e perdão do que reprovações bíblica.



"Isso é realmente o que o vídeo é, é uma metáfora para o perdão e traição e as trevas sendo um dos desafios da vida em vez de ser um erro," disse ela a Giuliana Rancic.



Explicando sobre mais sua visão para o single, Gaga acreditava que o bíblico Judas não era realmente um mau caráter no fim das contas, mas alguém mal compreendido pelo mundo e uma parte de uma profecia global.



Leva o negativo para o positivo, afirmou.



"Eu realmente não vejo o vídeo como uma instrução religiosa. Eu vejo isso como uma afirmação social. Eu vejo isso como uma afirmação cultural."



Gaga enfatizou que ela amava e respeitava as crenças de todos. "Meus fãs sabem que sobre mim."

sexta-feira, 6 de maio de 2011

SERÁ QUE UM T-LOVER PODE SE CONSIDERAR GAY?





Muito embora essa condição seja um pouco intrigante para alguns,eu jamais consideraria um T-LOVER ( homem que gosta de travestis e trans) como gay.
Como diz um velho amigo meu,uma mulher não se  resume pelo órgão genital.
Logo,conclui-se que,homem sente atração pelas trans(travestis) justamente pelo aspecto feminino que as caracteriza,talvez aquele "brinquedinho"que nós temos seja um diferencial,que,ao longo de sua maturidade sexual,eles,ou diria alguns deles,sintam curiosidade e desejo....o que na minha opinião, é a coisa mais natural do mundo....
Pois o homem é assim mesmo, desde os primórdios um ser curioso,que busca novas  experiências e mesmo que ele negue,seu íntimo explode,ele não tem culpa,aliás,ninguem tem culpa,a culpa é dessa cultura de falso moralismo que se criou antes mesmo de não existirmos e que nos escraviza até os dias atuais,por isso que admiro aqueles que vivem sua verdade com dignidade e personalidade,mas também busco compreender os que preferem ficar ás escuras,pq  nem todos estão preparados para serem apedrejados ou massacrados nessa sociedade onde se vive de aparências,é tudo muito ridículo mas é a pura verdade.O fato é que há muito que se fazer para que essa sociedade nos enxergue como realmente somos...sim,somos as mulheres do futuro,aquelas que têm a versatilidade de ser passiva e ativa,na relação,os "centauros urbanos" como classifica o magnífico Jabour,somos também seres homanos,capazes de amar,doar,respeitar,ensinar,aprender,mas tb impor respeito e isso, apesar de tantos tabus e obstáculos é um privilégio  pra poucos...

quinta-feira, 5 de maio de 2011



Oi pessoal,estive meio ausente por conta de umas feriazinhas que já estou  concluindo,em breve mais postagens sobre o universo trans, quem quiser entrar em contato comigo é só ligar (71)93021179 ou (79) 91184412...
 meu novo video esta disponível no Youtube
 
Espero que curtam,MEGA BEIJOOOOO....

sexta-feira, 1 de abril de 2011

EXEMPLO DE CIDADANIA NO MATO GROSSO






Em Mato Grosso, um travesti virou notícia e um exemplo para o Brasil. Há anos Lilith Prado, que é presidente da Associação de Travestis de Mato Grosso, tentava recolher a contribuição para a Previdência como profissional do sexo, mas não conseguia. No INSS, a informação era de que a contribuição não poderia ser feita com essa classificação.




“O INSS sempre me negava esse direito dizendo que eu poderia registrar como autônoma, e não como profissional do sexo. Eles não conheciam", lembra Lilith Prado.



Profissional do sexo é uma ocupação inscrita no cadastro nacional desde 2002. Tem até um código: 5.198. Segundo o INSS, este sistema é implantado nos estados gradativamente, e o de Mato Grosso estava desatualizado.



Agora eles são reconhecidos pela Previdência com ocupação definida: profissionais do sexo. Assim, passam a contribuir com uma alíquota de 11% ou 20% sobre o rendimento mensal. Além de ter a aposentadoria garantida, os travestis também têm acesso a outros benefícios, como auxílio-doença e invalidez, por exemplo.



"Em relação aos benefícios previdenciários, os mesmos direitos que qualquer trabalhador tem o profissional do sexo também tem", reforça Luciana Miyakawa, representante do serviço social da Previdência Social.



Para Lilith Prado, o reconhecimento ajuda a mudar a visão de parte da sociedade para a atividade que ela exerce. “Para a sociedade ver a gente de outro ângulo e para a gente sair do subgrupo que a sociedade enxerga a gente hoje em dia", diz.







quinta-feira, 24 de março de 2011

Deputado Jean Willys(ex-BBB)confronta bancada conservadora...






É um chiste fácil, no Brasil, desdenhar dos políticos eleitos por razões que não nos parecem nobres, como por exemplo, por terem participado de um reality show na TV. De que nos servirá – pensamos – alguém cujo ponto alto do currículo foi trocar banalidades com o Pedro Bial no BBB? É um preconceito como qualquer outro, e uma forma de elitismo, pensarmos que jamais nos servirá de coisa alguma.




Jean Wyllys, com uma frase simples na matéria abaixo, dá um exemplo não apenas de rara intelectualidade na política, mas de que ele, “ex-BBB”, é uma das maiores vozes de esperança para a comunidade LGBT no Brasil.



O estilo sóbrio do debate é a maior arma contra que a conservadora bancada evangélica. Ela terá de engolir, a contragosto, argumentos racionais, como por exemplo de que a homofobia não necessariamente faz parte do cânone do cristianismo.



Eu, que um dia fui um pseudointelectual que desdenhava excessivamente da Copa do Mundo, hoje preciso engolir também meu desdém por ex-BBB’s.



***

Esquenta briga no Congresso Nacional a favor dos direitos dos gays


Eternos adversários no Congresso, os defensores dos direitos da comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) e a bancada evangélica se preparam para duros embates com a chegada de Jean Wyllys (PSOL) e a volta da ex-deputada e agora senadora Marta Suplicy (PT-SP). No último dia 24, Jean foi à tribuna da Câmara, apresentou-se como primeiro deputado representante legítimo da comunidade e avisou que coletará assinaturas para a proposta de emenda constitucional (PEC) que garante o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.



No contra-ataque, a frente parlamentar evangélica fez sua primeira reunião na quinta-feira (3), quando traçou a estratégia de ação conjunta dos 75 parlamentares que compõem o colegiado (72 deputados e três senadores). Em relação à última legislatura, quando foram eleitos 36 parlamentares evangélicos, a bancada recuperou a capacidade de articulação no Congresso. Na pauta da primeira reunião, foi discutido o acompanhamento de projetos que tramitam no Congresso e contrariam princípios que a bancada defende.



Entre os alvos da bancada evangélica está o projeto que criminaliza a homofobia, já aprovado na Câmara e pendente de decisão no Senado. A proposta tem como relatora a senadora Marta Suplicy, que desarquivou o projeto. De acordo com o presidente da frente, deputado João Campos (PSDB-GO), o projeto tem que ser modificado porque fere a liberdade de expressão. Segundo o parlamentar, não é possível aceitar que os pastores e evangélicos não possam dizer que homossexualismo é pecado, porque esse é um dos princípios que defendem e está na Bíblia.



Jean Wyllys tem conversado com colegas de plenário para tentar reativar a frente mista em defesa da cidadania, além do apoio à PEC do casamento civil entre homossexuais.



- Não quero os integrantes da bancada evangélica como meus inimigos. Quando há um conflito de ideias, temos opositores, e uma parte vence a outra com argumentos – disse o parlamentar.



A adesão à frente vem crescendo, e mais de 70 parlamentares já assinaram o documento para a sua criação. O maior problema será o apoio à PEC do casamento civil. Evangélica, a deputada Benedita da Silva (PT-RJ) foi procurada por Wyllys, mas preferiu não assinar.



A senadora Marta Suplicy, que desarquivou a proposta legalizando a união estável, admite que a iniciativa do casamento civil, sugerida por Wyllys, é mais ampla:







- Decidi desarquivar o projeto de união estável. Acho que tem mais possibilidade no Senado, não é PEC. Mas é importante caminharmos juntos. Se passar o casamento civil, a união cai. O casamento é o objetivo dos homossexuais. A iniciativa do Jean é ousada e corajosa, provoca a discussão necessária.


JEAN WILLYS,É GRANDE EXEMPLO DE PERSERVERANÇA E FORÇA NA LUTA PELOS DIREITOS LGBT...

Cadavez mais o admiro como político e ser humano...espero que surjam cada vez mais pessoas com a  mesma fibra e compromisso  na comunidade LGBT....esses exemplos merecem ser destacados até mesmo como estímulo para nós....

terça-feira, 22 de março de 2011

FUTEBOL CONTRA O PRECONCEITO




De um lado, 18 jogadoras vestindo peruca, saia, meia-calça e salto alto tentavam com os pés, a cabeça e até os braços marcar um gol. No outro canto da quadra, o time adversário, composto por 11 homens com chuteira, calção e uniforme, tentava com a mesma falta de habilidade tomar a bola das moças. A cena inusitada aconteceu durante o “Futebol de Drag Queens”, evento realizado no fim da tarde deste domingo (20), na esquina das ruas João de Barros e Brigadeiro Galvão, na Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo.

Os times duelaram no meio da rua, em um cercado improvisado. As regras do esporte acabaram deixadas de lado assim que o pontapé inicial foi dado. Jogadores de ambos os lados pareceram esquecer que o futebol deve ser jogado com os pés e passaram a usar as mãos. Entre uma piada e outra, a juíza e transformista Silvetty Montilla tentava alertar os times. “Futebol é com o pé. Coloca a bola no chão”, gritava, em vão, a árbitra.




A divertida partida acontece anualmente em comemoração ao aniversário da casa noturna gay Blue Space, que fica na região. O time de drag queens contou com reforços de peso, como Márcia Pantera. “O outro time tem vantagem. Eles estão ‘de menino’”, afirmou a transformista que tem mais de 1,90 metro de altura, referindo-se à equipe formada por funcionários da boate.



O primeiro gol foi marcado pelo time das drags. Após uma disputa envolvendo sete jogadores, a bola sobrou para uma das transformistas, que, com a mão, abriu o marcador. Em seguida, o goleiro do time masculino se atrapalhou ao fazer uma defesa e colocou a bola dentro de sua própria meta.



A reação aconteceu logo em seguida, quando um dos jogadores do outro time, abraçado à bola, invadiu o gol adversário. Daí em diante, o caos imperou e não foi mais possível calcular o placar. A bola, de cor azul, era chutada e arremessada pelos jogadores e pelos torcedores, que chegaram a marcar gols.


A mais animada das jogadoras era a famosa Salete Campari. Questionada a respeito da empolgação, afirmou: “Vai que tem algum olheiro de algum time aqui que me descobre? Quero estar na seleção na próxima copa e ganhar um massagista só para mim.”




Além do público que frequenta a boate, famílias e crianças assistiam ao jogo com interesse. “É uma brincadeira muito bacana. E serve para ensinar as pessoas, principalmente as crianças, a conviverem com as diferenças”, afirmou o empresário José Vitor, proprietário da Blue Space.





Muito interessante essa iniciativa,é uma forma legal de chamar a atenção da sociedade para a realidade,é preciso saber conviver com a diversidade,isso é questão de educação inclusive...parabéns meninassss,vcs
arrasarammmmm...

quarta-feira, 16 de março de 2011

Lembracinha do último Natal...







Olá pessoal essas são algumas fotos que fiz no último Natal,mas não tinha divulgado ainda..
Bom,nesse ensaio fiz algumas fotos muito "polêmicas"...vcs devem estar imaginando como seriam, não?  Isso mesmo,fotos do meu brinquedinho rsrs, mas  não sei se estou preparada para exibi-las,enquanto  crio coragem deleitem-se com esse arquivo...

sexta-feira, 11 de março de 2011

DO CARNAVAL FICARAM AS LEMBRANÇAS








Foi  muito gostoso poder sentir a energia da Bahia nesta que é a principal festa do país,
restaram muitas saudades de amigos que fiz e precisaram partir,dos flashes,bastidores e performers....
Estou me recuperando ainda pq depois de gastar tanta energia,a ressaca é grande (rsrs)
Fiquei tb feliz ao ver minha Vai Vai (escola de samba ) vencer em São Paulo mas não tanto pela Beija Flor conquistar o sexto título na Sapucaí,pois  na minha opinião a Tijuca teve mais méritos afinal é a escola sensação,sob o comando do novo mestre Paulo Barros,é a que fez o público ir ao delírio com um enredo super inovador e interessante...sabe-se lá o que ocorre por debaixo dos panos,melhor não comentar essa parte
A minha Mocidade,como sempre garfada,fez um desfile compacto,correto e sequer conseguiu estar entre as 6,pq será?..
Espero que o juri seja mais justo das proximas vezes


ANO QUE VEM TEM MAIS....


terça-feira, 1 de março de 2011

CNJ arquiva ação contra juíza que condenou militar gay





O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu nesta terça-feira (1º) arquivar o recurso do sargento do Exército Laci Araújo contra a decisão de não punir a juíza Zilah Maria Petersen, que o condenou por deserção. A condenação pela Justiça Militar ocorreu em 2008, depois que Araújo assumiu publicamente um relacionamento homossexual com outro militar. Ele alegou "preconceito" na decisão.




O CNJ já havia decidido que a juíza não tinha agido motivada por preconceito. Araújo então recorreu, pedindo que o caso fosse analisado pelo plenário do conselho. Nesta terça, a relatora, ministra Eliana Calmon, apresentou voto contra o recurso de Araújo. Os demais ministros seguiram o voto da relatora.



Laci Araújo foi condenado pela Justiça Militar em 2008 por deserção por não ter se apresentado ao serviço por cerca de uma semana. Dias antes, ele havia concedido entrevista à revista "Época" em que admitiu ter um relacionamento homossexual com um então colega de Exército, o sargento Fernando Alcântara.



Os dois chegaram a ser presos - Araújo por deserção e Alcântara por uso irregular do uniforme. Alcântara pediu desligamento do serviço militar. Apesar de condenado, Araújo recorreu e continua nos quadros no Exército.



À Justiça Militar, o sargento Laci Araújo negou que tivesse desertado e afirmou que não compareceu ao serviço por problemas de saúde. Há uma ação na Justiça Federal de Brasília em que ele pede a comprovação de que os atestados e laudos médicos apresentados à Justiça Militar são verdadeiros.



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Tropa não obedece a militar homossexual, diz general no Senado 'Alexandre, o Grande, era homossexual e a tropa obedecia', diz ex-sargento gay O ex-sargento Fernando Alcântara afirmou que já esperava o posicionamento do CNJ. "Não logramos êxito porque para conseguir processar um magistrado no país é difícil. Eles não vislumbraram abusos por parte da juíza, mas acho que há certo corporativismo. Mas isso é um posicionamento meu. Mesmo assim, consideramos positivo porque um juiz militar foi levado ao plenário do CNJ."



"É triste porque o CNJ diz, com essa decisão, que não se fez nada de errado no processo. Mas a gente entende que ela agiu por preconceito. Isso fragiliza a história que não é só minha nem do Laci. É de centenas de pessoas que sofrem preconceito nas Forças Armadas", afirma Alcântara.



No fim do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) já havia rejeitado um agravo de instrumento de Araújo, em que ele alegou cerceamento de defesa e pedia a anulação da condenação por deserção. O caso foi relatado pela ministra Ellen Gracie. Na decisão, ela entendeu que o STF não era a instância adequada para julgar o caso porque não havia questão constitucional no processo.



Corte Interamericana

Companheiro do sargento Araújo, Fernando Alcântara afirmou que pretende agora ingressar com ação na Corte Interamericana de Direitos Humanos, com sede na Costa Rica.



"Para a gente, essas decisões (do CNJ e do STF) são importantes porque a gente pode agora ir à Corte Interamericana. Se Ellen Gracie pedisse a anulação do processo, tinha que começar tudo de novo na Justiça Militar, e seria um calvário. Queremos o reconhecimento do Estado de que houve perseguição política homofóbica. A Justiça brasileira não consegue reconhecer isso até pela força que têm as Forças Armadas."



Alcântara disse que ele e Araújo também cogitam pedir asilo político a outro país, por meio da Corte Interamericana. Eles afirmam sofrer perseguição.



segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

HOMOFOBIA NA CÂMARA MOSTRA A DEFICIÊNCIA POLÍTICA PARA A CIDADANIA LGTB



O deputado Ronaldo Fonseca (PR-DF) entrou nesta segunda-feira (28) com uma ação popular na Justiça Federal pedindo para que seja sustado, em caráter liminar, o ato do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que autorizou a inclusão de companheiros homossexuais como dependentes para fins de dedução fiscal na declaração do Imposto de Renda (IR) deste ano.




O presidente da Frente Parlamentar Evangélica, deputado João Campos (PSDB-GO), informou que deputados integrantes da frente vão propor adicionalmente projeto de decreto legislativo para sustar os efeitos do ato. A frente apoia a ação popular. Começa nesta terça-feira (1º) o prazo para a entrega da declaração do IR.



Ilegalidade

Fonseca considera que o ato do ministro foi inconstitucional e ilegal. Segundo ele, o artigo 226 da Constituição determina que é reconhecida a união estável apenas entre homem e mulher. “A Fazenda Pública decidiu, por ato normativo, que, para o direito tributário, não importa o sexo do companheiro, importa a capacidade produtiva dos agentes envolvidos”, explica. “Isso é usurpar o poder legislador do Congresso Nacional”, complementa o parlamentar.



Para o deputado, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRFLei Complementar 101, que impõe ao governo o controle de seus gastos condicionado à sua capacidade de arrecadação. A lei define limites para os gastos de pessoal nas três esferas de governo (federal, estadual e municipal) e para cada um dos Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário). O descumprimento dos limites leva à suspensão das transferências voluntárias e da contratação de operações de crédito. Além disso, os responsáveis ficam sujeitos às sanções previstas no Código Penal.) também está sendo ferida, já que é obrigatório que toda renúncia de receita feita pelo gestor público venha acompanhada de relatório de impacto orçamentário e da fonte de compensação. “O ato vai trazer prejuízo ao erário”, destaca.



João Campos também acredita que a Receita Federal atropelou o princípio da legalidade. “A Receita Federal errou. A extensão de vantagens fiscais não pode ser dada por ato administrativo. Tem de ser feita por lei específica”, diz.



A ação tomou como base nota técnica do consultor de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara, Francisco Lúcio Pereira Filho, que atestou a “exorbitância do poder regulamentar da Fazenda Pública”. A análise atendeu a uma solicitação do deputado Ronaldo Fonseca.



Interpretação da lei

Nota da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) – órgão que embasou a decisão do Ministério da Fazenda por meio do parecer 1.530/10 – estabelece que, entre as funções da Procuradoria Geral, está interpretar a legislação no âmbito da administração tributária. A interpretação dada ao conceito de “companheiro ou companheira”, segundo o órgão, é compatível com as atribuições da procuradoria e não excede as prerrogativas do Poder Executivo. A interpretação, segundo explica a nota, é baseada em princípios constitucionais (em especial o que veda a discriminação de qualquer tipo, inclusive a de gênero) e em decisões já proferidas pelo Poder Judiciário.



Diversas decisões do Judiciário já reconheceram, por exemplo, o direito à inclusão de companheiro homossexual como dependente em planos de saúde. No âmbito do Poder Executivo, o Ministério da Previdência Social reconhece desde o ano passado o direito de companheiros homossexuais à pensão como dependentes preferenciais – mesma condição de cônjuges e filhos menores ou incapazes (Portaria 513/10).




Homofobia

Para o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), que articula a reestruturação da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros), a motivação da ação popular não é a legalidade, e sim a “homofobia”. “A Procuradoria Geral da Fazenda já entendeu que o direito tributário não se pauta pelo direito civil”, afirma. “O parecer da procuradoria parte do princípio constitucional da não-discriminação”, completa.



Wyllys garante que não haverá perda considerável pelo erário público, porque o número de uniões estáveis entre homossexuais reconhecidas pela Justiça ainda é pequeno. “Temos que estender os direitos ao conjunto da população, incluindo as minorias”, assegura


sábado, 26 de fevereiro de 2011

SALVADOR 40 GRAUS




O verão em Salvador está pegando fogo , e eu que não sou boba sempre que posso aproveito para tomar um banho de Sol na praia do Porto da Barra,que atualmente é um dos principais   points da capital baiana..
Mas o que eu gosto mesmo é de apreciar a paisagem dessa terra maravilhosa,adoro fotografar cenários que me encantam... e aqui é o que não falta .

Gosto muito da noite soteropolitana,vou sempre à MADRE que é umas das melhores casas noturnas da cidade,San Sebastian (eleita a terceira melhor balada GLS do Brasil) ,Off Club ..

Quem gosta de varar a madrugada batendo aquele papinho gostoso tb deve conhecer o Mercado do Peixe e o Largo da Dinha....
Pelourinho tb tem noites interessantes,muito batuque e swingg...adorooo!


Essas são minhas recomendações para aqueles que não abrem mão de uma farra....


Viva ao verão!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

TRAVESTI SONHA EM SE TORNAR JUIZ PROFISSIONAL DE FUTEBOL



Valério Fernandes é uma pessoa rara de se ver dentro dos gramados. Não pela disposição em apitar partidas amadores de futebol na cidade de Beberibe, Ceará, mas sim por ser um exemplo de que é possível se assumir homossexual e desempenhar uma função importante dentro de um esporte reconhecidamente masculino. A apresentadora Luciana Ávila e o produtor Rafael Freitas, do ''Esporte Espetacular'', foram até o nordeste do Brasil para saber como este cearense busca o sonho da profissionalização no futebol.

Aos 32 anos, Valério trabalha como coordenador de guias mirins que fazem o passeio pelas famosas falésias coloridas da praia de Morro Branco. Depois do expediente, durante todas as semanas, ele põe uma roupa de juiz e apita os jogos do campeonato amador de futebol do município no estádio de sua cidade. À noite é conhecido por Laleska e assume sua identidade feminina.




Engana-se quem acha que Valério se diferencia de outros árbitros por causa de sua opção sexual. Ele apita seriamente os jogos e fala grosso com os jogadores sem disciplina. De dentro de campo é evidente seu empenho em busca de um sonho: se profissionalizar como juiz de futebol e apitar clássicos.



Resta apenas saber se o esporte, os jogadores e as torcidas estarão preparados para assistir o primeiro juiz travesti assumido do futebol brasileiro. Apesar de ser bem aceito e conhecido na cidade, Valério ainda enfrenta o preconceito da família e principalmente do próprio pai que não admite a sua condição de homossexual.

Confesso que achei o fato muito curioso,porém  o que mais me chamou a atenção foi a atitude dessa cidadã. Gostei de ver sua corajem...
PARABÉNS LALESKA,SUCESSO PRA TI

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

MAIS UMA CONQUISTA...

                                       


A travesti Marcelly Malta Schwarzbold, 60 anos, presidenta do Conselho Municipal de Direitos Humanos da Prefeitura de Porto Alegre e Presidenta da Igualdade - Associação de Travestis e Transexuais do Rio Grande do Sul conseguiu um feito inédito para as travestis brasileiras, a alteração do nome de batismo pelo nome social na certidão de nascimento.



Os advogados Gustavo Bernardes e Bernardo Dall'Olmo de Amorim, responsáveis pelo processo conseguiram junto à Vara de Registros Públicos através do Juíz Antônio Carlos Nascimento e Silva a retificação de seu nome no registro civil.

Para Dall'Olmo de Amorim a importância está em ter o reconhecimento do Estado da construção da identidade de gênero e não somente do caminho da patologização, como comumente são tratados os casos das pessoas transexuais. "Neste caso a Marcelly demonstra que é possível ser reconhecida legalmente como uma pessoa do gênero feminino, mesmo que se mantenha como sexo masculino na certidão de nascimento", afirma.



Feliz com a conquista, Marcelly afirmou: “parece que nasci novamente. Fico muito orgulhosa de poder saber que daqui pra frente outras travestis poderão evitar constrangimentos e humilhações e conseguirão o mesmo direito de alterar seus prenomes nas identidades", comemorou.
 
Na minha opinião,já passou da hora de as autoridades reconhecerem nossa situação e nos conceder esse direito,pois o Brasil é hj umas das 10 maiores potencias mundiais e é vergonhoso que mantenha esse perfil tão retrógrado e machista.... se quer ser primeiro mundo ,é nescessário antes de tudos rever muitos detalhes e abadonar velhos hábitos que são apenas relíquea arqueológica de sociedade atrasada!
Embora muitos juristas progrediram em seus conceitos ainda existem muita gente conservadora nesse meio,
o que só atrapalha o processo evolutivo que estamos vivendo a custa de muitas manifestação e lutas pelos
nossos direitos...é importante ser persistente para alcançar o que queremos...
 
 
A LEI PRECISA SER MAIS COERENTE E ÉTICA E READEQUAR NÓS TRANSEXUAIS E TRAVESTIS DE FORA MAIS DIGNA À SOCIEDADE.. .
 
AVANTE!
 

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

TERAPIA HORMONAL





Eis um assunto que interessa à muitas meninas,que,infelizes com o tratamento que fazem por conta própria se frustram,contudo, para que muitas coisas funcionem é preciso haver regras....
Abaixo uma das terapías hormonais mais eficazes em  transexuais..

Cuidados Iniciais


Na terapia hormonal, o corpo se modifica e junto dele, a cabeça da pessoa. Além disso, ocorre muita depressão caso os remédios não sejam bem utilizados ou administrados. O ideal é o acompanhamento de um médico, por isso, essa pagina se propõe apenas ser uma base de referência para endocrinologistas ou pessoas que tenham seu tratamento hormonal recusado por médicos que negaram atendimento a pessoas com disforia de gênero. Mas antes de começar, é crucial estar sobre acompanhamento terapêutico de um psicólogo.


A terapia hormonal depende da operação de transgenitalização, pois a castração química feita por muitos anos pode gerar problemas hepáticos e lesões hepáticas graves ou até irreversíveis para o resto da vida.

É essencial, como já dito, o acompanhamento psicológico, no mínimo, e acompanhamento endocrinológico também. Psicólogos, ao contrário de endocrinologistas, são mais fáceis de se encontrar pra cuidar de transexualidade.


É essencial também reservar uma renda mensal para essa medicação, e é fundamental um controle muito rígido na utilização desses remédios, pois as drogas utilizadas são remédios contra cancer, pressão alta, hirsutismo severo etc. Remédio mata! È preciso toda cautela do mundo com isso, e qualquer deslize gera trombose e morte posterior.

CASO O PACIENTE APRESENTE VARIAÇÃO DE PRESSÃO, CASOS ANTERIORES DE HEPATITE OU DOENÇAS HEPÁTICAS, DERRAMES OU TROMBOSES, ESSES REMÉDIOS ESTÃO PROIBIDOS SOB RISCO DE MORTE.



Por fim, o site nao deseja induzir a auto-medicação, que é perigosa e letal. O site pretente apenas apresentar o tratamento para as pessoas que desejem conhecer melhor os tratamentos mais eficazes na mudança de sexo.


Princípios da terapia hormonal



Em princípio existem vários tipos de terapia, cada qual para uma idade da pessoa. Os tratamentos para jovens antes dos 18, e para adultos após os 35 são um pouco diferentes, e nesses casos, somente um médico poderá ajustar o tratamento, pois a terapia para adolescentes e pessoas depois dos 35 sofre muita variação, sendo portanto diferente e mais específica para funcionar completamente. No entanto, apesar dessas variações, se aplicam os mesmos remédios, apenas variando-se a dosagem padrão.



Na terapia MTF são usados necessariamente três tipos de medicamentos mais os complementos vitamínicos: 1 Antiandrógeno Responsável pela castração química (inibição da produção ou eliminação de testosterona), que gera menor intensidade nos pelos androgeno dependentes e caracretísticas secundárias femininas, além de esterilidade

2 Progestogênio Responsável pela maturação da glãndula mamária e seios, além de ser possivelmente atuante como fator anti-carcinogênico na utilização do estrogênio

3 Estrogênio Responsável pela redistribuição de gordura, maturação dos seios, clareamento da pele e outras características secundárias femininas

Como complementos, devem ser usados aqueles que possuem vitamina B12, ácido fólico e ferro. Dosagens: ÁCIDO FÓLICO 1 a 2 mg por dia

VITAMINA B12 em torno de 5 mcg por dia

FERRO 10 a 15 mg por dia

Atenção: Cada um desses remédios DEVE ser usado, pois a castração química é muito importante na mudança física do corpo. A progesterona deve ser utilizada para se evitar possibilidades posteriores de tumores de mama. E o complemento é fundamental para o crescimento ideal dos seios, redistribuição de gordura e assimilação metabólica do estrogênio.




Funcionalidades da terapia MTF (macho genético torna-se fêmea)


O melhor tratamento, com as mudanças mais profundas, é obtido quando o paciente tem entre 18 e 28 anos, não sendo tão profundas quanto se começado até 38, e menos ainda após os 48. Sobre o tratamento, ele é totalmente reversível até os primeiros quatro meses, e depois desse tempo, começa a se tornar irreversível. Os efeitos da mudança física podem ser sentidos em grande maioria nos primeiros dois anos, quando a quase totalidade das mudanças pode ser notada, e termina em 5 anos, quando as mudanças físicas se completam, e praticamente mais nenhuma alteração pode ser notada. A utilização dos hormônios é para a vida toda, mesmo depois de ser operar, no entanto, após a cirurgia, os níveis são diminuídos dramaticamente.



O tratamento hormonal gera:



01- diminuição da fertilidade até a esterilidade completa

02- diminuição do tamanho do pênis

03- aumento gradual dos seios

04- redistribução de gordura para regiões tipicamente femininas

05- mudança metabólica nos pelos. o crescimento de pelos no corpo se torna mais lento, e os pelos podem se tornar ligeiramente mais claros ou menos intensos.

06- diminuição do metabolismo corporal pela perda de massa muscular, gerando mais dificuldade em emagrecer

07- mudanças na epiderme. a pele se torna mais clara e fina, e a sensibilidade ao toque aumenta ligeiramente

08- mudança nos odores corporais . na urina e na pele

09- amplificação das emoções, tornando a pessoa mais sucetível a descargas emocionais, choros e outros sentimentos

10- atuação menor das glândulas sudoríparas, gerando menos suor



O tratamento hormonal não gera:



01- mudança na voz ou Pitch vocal.

02- redução dramática dos pelos faciais

03- mudaça no formato ou tamanho da ossatura do corpo

04- mudança no tamanho do pomo-de-adão

05- diminuição do tamanho dos pés, mãos e ombros

Administração dos Hormônios




Sobre a administração dos hormônios, é sabido que os melhores são os hormônios injetáveis, na medida em que eles tem apenas uma passagem pelo fígado, sendo metabolizados sem maiores problemas pelo organismo e gerando menos feitos colaterais. No entanto, os hormônios administrados via intramuscular (injetáveis) geram muito desequilíbrio no balanço sérico, e acredito que a melhor utilização seja um tipo de hormônio injetável associado a um hormônio oral diário, evitando mudanças hormonais drásticas.



O início do tratamento leva em conta a ADMINSITRAÇÃO das MENORES DOSES dos hormônios e antiandrógenos, que depois aumentam GRADATIVAMENTE com o tempo até chegar a dose-padrão. Isso é muito importante para evitar tromboses, embolias, desmaios, avitaminoses e depressão profunda.



O primeiro a ser administrado é o antiandrogênio, seguido da progesterona e estrogênio. Numa segunda etapa, administra-se o segundo estrogênio via intramuscular (injetável), transdérmico ou oral (não muito recomendado como segundo estrogênio).



Primeiros dois meses Administração de um antiandrógeno

Terceiro a quarto mês Administração de um progestogênio, do primeiro estrogênio e do complemento vitamínico

quinto mês em diante Administração de um segundo estrogênio



Essa ordem deve ser rigorosamente seguida, sob risco de causar problemas graves de saúde.





Diversos tipos e dosagens dos hormônios para transexuais não operadas MTF

(macho genético torna-se fêmea)


Tipos de Antiandrógenos Droga Nome Comercial BULA Segurança Eficácia Administração Dosagem Inicial Recomendada Dosagem Padrão

espironolactona Aldactone AQUI exelente boa oral 50 mg /dia 100 a 200 mg /dia

finasterida Finasterida excelente boa oral 1 mg /dia 1 a 5 mg /dia

acetato de ciproterona Androcur AQUI ruim excelente oral variável variável

* Flutamida (Eulexin) não serve para tratamento de transexuais devido a sua hepatotoxicidade ser muito alta e por interferir na assimilação de estrogênios.



Tipos de Progesteronas Droga Nome Comercial BULA Segurança Eficácia Administração Dosagem Inicial Recomendada Dosagem Padrão

acetato de medroxyprogesterona Cycrin, Provera AQUI

médio variável oral 2,5 mg /10 dias no mês 5 a 10 mg /10 dias no mês

*Depo-provera é o nome comercial de um progestogênio a base de acetato de medroxyprogesterona, injetável. como o provera oral é avaliável, desaconselho a injeção visto alguns casos ocorridos de mal estar pelo uso intradérmico.



Tipos de Estrogênios Droga Nome Comercial BULA Segurança Eficácia Administração Dosagem Inicial Recomendada Dosagem Padrão

17-beta estradiol Hormodose Gel AQUI excelente excelente transdermico 2 doses do disparador /dia 2 doses do disparador /dia

valerato de estradiol Elamax,

Climene,

Cicloprimogyna AQUI

AQUI

AQUI bom excelente oral 2 mg / dia 4 a 6 mg /dia

valerato de estradiol Gestadinona AQUI bom excelente injeção 1 /mês 2 a 4 /mês

enantato de estradiol Perlutan AQUI bom excelente injeção 1 /mês 2 /mês

* Qualquer outro anticoncepcional a base de etinilestradiol (Diane35) ou estrognênios cunjugados (Premarin, Premelle) NÃO SÃO RECOMENDADOS por não serem eficientes.




Sugestão de tratamento (para médicos apenas, não se auto-medique)




O Tratamento básico de muitos institutos europeus e norte-americanos priorizam algumas drogas que são ótimas devido a um baixo risco e uma alta eficácia.



Como ANTIANDRÓGENO, são usados: ESPIRONOLACTONA em conjunto com FINASTERIDA.

Como PROGESTOGÊNIO, usa-se o ACETATO DE MEDROXYPROGESTERONA, e

COMO ESTROGÊNIO, usa-se ESTRADIOL NATURAL, 17-BETA ESTRADIOL OU VALERATO DE ESTRADIOL.



MESES DROGAS E DOSAGEM

primeiro mês - 50 mg de aldactone diário + 1 mg finasterida

- nenhum progestogênio

- nenhum estrogênio

- complemento vitamínico diário

segundo mês - 100 mg de aldactone diário+ 2 mg finasterida

- nenhum progestogênio

- nenhum estrogênio

- complemento vitamínico diário

terceiro mês - 100 mg de aldactone diário+ 2 mg finasterida

- 2,5 mg diários de cycrin durante 10 dias no mês

- 2 mg de cicloprimogyna ou elamax diário

- complemento vitamínico diário

quarto mês - 150 mg de aldactone diário+ 3 mg finasterida

- 2,5 mg diários de cycrin durante 10 dias no mês

- 2 mg de cicloprimogyna ou elamax diário

- complemento vitamínico diário

quinto mês - 150 mg de aldactone diário+ 3 mg finasterida

- 5 mg diários de cycrin durante 10 dias no mês

- 4 mg de cicloprimogyna ou elamax diário

- 1 dose diária do disparador de hormodose gel

- complemento vitamínico diário

sexto mês - 200 mg de aldactone diário+ 4 mg finasterida

- 5 mg diários de cycrin durante 10 dias no mês

- 4 mg de cicloprimogyna ou elamax diário

- 2 doses diárias do disparador de hormodose gel

- complemento vitamínico diário

sétimo mês - 200 mg de aldactone diário+ 5 mg finasterida

- 10 mg diários de cycrin durante 10 dias no mês

- 6 mg de cicloprimogyna ou elamax diário

- 2 a 3 doses diárias do disparador de hormodose gel

- complemento vitamínico diário

oitavo mês

em diante manter dose do sétimo mês sempre!




Essa tabela deve ser seguida exatamente como foi descrito. Não se deve aumentar as doses ou modificá-las. Caso o médico opte por outra medicação ou hormonios injetáveis, este deve ser esolhido com muito critério.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

TRAVESTI É AGREDIDA EM SUPERMERCADO DE SALVADOR


A travesti que prefere se identificar com o codinome de Amanda, 19 anos, natural de Aracaju, compareceu hoje a tarde na sede do Grupo Gay da Bahia (GGB) e Associação de Travestis (ATRAS) no Pelourinho, Centro de Salvador para esclarecer o episódio envolvendo um grupo de travestis no Supermercado Bompreço na Avenida Vasco da Gama nessa ultima segunda-feira, por volta das 4hs da manhã que culminou em discussão e briga onde a travesti sofreu diversos golpes e socos desferido por um desconhecido no interior da loja do Bompreço.

Segundo a vitima, teria sido um segurança da loja que gravou a briga e acabou sendo veiculada no Programa Na Mira da TV Aratu nos últimos dias. O GGB entrou em contato com o Programa para reascender o debate e aproveitar a oportunidade para combater o preconceito ainda muito expressivo contra travestis e homossexuais.






Ao Programa Na Mira Amanda disse que sempre quando sai do trabalho passa na loja que fica aberta 24hs para fazer lanches com as colegas travestis. Segundo ela esse é um procedimento que prefere fazer porque já conhece várias pessoas da loja e que lhes dão tratamento cordial. “Eu fui pegar um iogurte e quando passei, ele e mais dois amigos ficaram me olhando e dando piadinhas”, disse. “Continuei andando e ele me ameaçou sem nenhum motivo em me dar um soco na cara”, continua, “Ai ele começou a me agredir com socos, rasgou minha orelha, fiquei sangrando e ninguém fez nada. Todos pararam de braços cruzando vendo ele me bater, até eu não agüentar mais e cair no chão”, disse emocionada.

Amanda que aparenta ser uma pessoa instruida e de formação, inclusive doméstica ficou indignada com a indiferença de todos diante da agressão sofrida por ela, nem mesmo as colegas se envolveram na briga para prestar socorro e ajudar a ela se defender do homem que era infinitamente mais forte que ela que faz tratamento hormonal. A apresentadora Ana Alice do Na Mira tem desafiado todo tempo que o agressor seja homem e apareça no programa.

Populares relataram que seria a provocação por conta dos trajes sumários usados por elas. “Cada categoria profissional tem o seu uniforme, médico, enfermeira, bombeiro, elas usam roupas sedutoras porque estavam trabalhando também e merece respeito e tem o direito de usar-las, ainda mais uma hora daquela, 4hs da manhã”, disse Marcelo Cerqueira do GGB. As duas entidades prestaram a sua solidariedade a vitima. “Não é possível viver com tanto preconceito e os poderes públicos pouco fazem para diminuir” finalizou Milena Passos. O Programa Na Mira vai ao ar pela TV Aratu diareamente a partir das 13hs.
Conheci a Milena em 2010 quando me convidou para participar do VII Regional de Trans e apartir daí enlaçamos uma amizade muito saudável...e concordo com ela em número, grau e circunstancia. É lastimável que o poder público não reaja contra esses atos absurdos de preconceito gratuito ..uma vez que somos cidadãs,temos poder de voto,pagamos impostos e merecemos ser respeitadas como tais,por isso a luta não pode parar...e vamos bater cada vez mais na tecla até que haja uma iniciativa..

ABAIXO A LIVRE DISCRIMINAÇÃO E O PRECONCEITO GRATUITO!





sábado, 19 de fevereiro de 2011

LADY GAGA CONTRATA TRANSEXUAIS PARA SEU NOVO CLIP





O novo single de Lady Gaga, "Born This Way", deve ganhar clipe em breve, já que a cantora deu início ao processo de seleção do casting. Segundo o blogueiro de celebridades Perez Hilton, Gaga teria recrutado transsexuais para a gravação em uma festa em Nova York.




A gravação do vídeo começou, possivelmente no dia 25 de janeiro, mas outros detalhes ainda não foram revelados. O single "Born This Way" foi lançado oficialmente no dia 13 de fevereiro, durante a cerimônia de premiação do Grammy Awards 2011, com uma apresentação ao vivo da cantora.



A nova música faz parte do disco que Gaga vai lançar no dia 23 de maio, com o mesmo título. Em dezembro do ano passado foi anunciado que Lady Gaga canta em seis idiomas em seu novo disco, inclusive em português.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

SIMPLIFICADO O PROCESSO PARA MUDANÇA DE NOME E DE SEXO

 Giselle Ásthon posa ao lado da presidente da ANTRA(Associação Nacional de Travestis)Geovana Baby,durante o VII Encontro Regional de Trans em Salvador onde mais uma vez foram discutidos os direitos das Trans na sociedade...
A simplificação do processo de mudança de sexo e do nome próprio no Registo Civil é o objectivo da Proposta de Lei aprovada, hoje, quinta-feira, pelo Governo em Conselho de Ministros.
A ser ainda enviada à Assembleia da República, a proposta acaba com a acção judicial que qualquer transexual, masculino ou feminina, precisa de interpor neste momento contra o Estado, para ver reconhecida a alteração do nome e o novo género sexual na documentação identificativa.
Na prática, o conservador do Registo Civil terá um prazo de oito dias para emitir a nova identificação, após o cidadão transexual apresentar um relatório elaborado por uma equipa multidisciplinar de sexologia clínica, que ateste a respectiva disforia de género. Sendo que a proposta do Governo não estabelece que o processo da atribuição de uma nova genitália necessite de estar concluído para que as alterações no registo ocorram.
"Actualmente este processos de mudança de nome e de sexo já são possíveis, só que requerem uma intervenção judicial, a apresentação de prova perante um tribunal para que haja o reconhecimento judicial da mudança de identidade", referiu o ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, durante a conferência de imprensa realizada no final da reunião semanal do Conselho de Ministro. "Trata-se de um diploma de simplificação", sublinhou Pedro Silva Pereira.
O Governo garante que o diploma, que corrigirá uma omissão legislativa, segue exemplos que já estão em vigor na Alemanha, Espanha, Itália, Reino Unido ou na Suíça. “Na verdade, há mais de 20 anos que vigora a legislação alemã, suíça e italiana sobre a mudança de identidade de género. E também há já mais de 20 anos que o Conselho da Europa recomendou aos Estados-membros o reconhecimento legal desta situação”, lê-se na proposta.
Em Portugal, após o processo judicial interposto contra Estado, os tribunais, por norma, apesar de um processo poder levar vários anos, limitam-se a validar os relatórios médicos dos cidadãos transexuais. Refira-se que, até 1995, a Ordem dos Médicos se opunha à operação destas pessoas
“É um sinal extremamente positivo a apresentação desta proposta, porque era necessária uma Lei da Identidade de Género. Actualmente, o processo para mudar o nome é longo e humilhante”, explicou, ao JN, Paulo Corte-Real, da Ilga - Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénero. “Estas pessoas sofrem consequências enormes nas suas vidas desde que iniciam o seu processo e que culmina com uma caminhada pelos tribunais”, acrescenta o activista.




Em Março, o Governo havia sido alertado para a necessidade da implementação de uma Lei da Identidade de Género no nosso país, pelo Comissário Europeu dos Direitos Humanos do Conselho da Europa, Thomas Hammarberg. Recomendação que surgiu após uma reunião com a Ilga, em Portugal, nos finais de 2009, onde o comissário foi alertado para a ausência de tal legislação.



Cai entretanto por terra um projecto semelhante que estava a ser elaborado pelo deputado socialista Miguel Vale de Almeida. “Ainda não conheço em pleno os seus conteúdos (da proposta) mas não se justifica a elaboração de uma proposta em tudo igual a esta ou semelhante, quando o Governo indica com esta aprovação em Conselho de Ministros que era fundamental resolver a ausência de legislação para as pessoas a quem era reconhecida a disforia de género”.



A esta Proposta de Lei junta-se um projecto do Bloco de Esquerda que aguarda agendamento parlamentar e que também pretende colmatar a omissão no quadro legal das questões transexuais. “Ficamos satisfeitos que agora, com esta proposta, o Governo venha reconhecer que havia um problema que afectava esta população e ao encontro de uma proposta que Bloco apresentou há alguns meses. Acreditamos que se possa criar um consenso e uma maioria que possa resolver esse problema”, disse José Soeiro, deputado do Bloco de Esquerda, autor do projecto.



Admitindo desconhecer as alterações propostas, a presidente da Federação Portuguesa pela Vida, Isilda Pegado, critica o sentido de oportunidade do Governo. “No regresso do ano político, as grandes prioridades do país não são estas questões. Não é isto que interessa às pessoas”, acusa a jurista, que liderou a “Plataforma Cidadania e Casamento”, contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo. “A realidade e experiência humana mostram que este tipo de legislação só cria mais conflitos sociais. Não é um funcionário do registo que deve dizer o que é um homem e uma mulher. A própria natureza encarrega-se de o fazer no nascimento de qualquer cidadão”, refere.



Pegado vai um pouco mais longe: “O Governo dá uma imagem de que está a seguir a agenda do Bloco de Esquerda e a legislar para meia dúzia de pessoas e para pequenos grupos de pressão”. “Olho para estas leis como custos civilizacionais”, conclui.



Estima-se que 600 pessoas já tenham mudado de sexo em Portugal, sendo que as estatísticas apontam para a existência de em cada 12 mil homens existir um destes casos diagnosticados. E de um em cada 30 mil mulheres.

Neste momento, 50 portugueses encontram-se numa fase de mudança de sexo.





quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

ENTREVISTA DA MODELO TRANSEXUAL LEA T À ISTOÉ

Modelo brasileira que vive na Itália fala do seu transexualismo, a relação com a família, Big Brother, cirurgia e diz que prefere homens heterossexuais








ISTOÉ - Por que você demonstrava um pé atrás em voltar ao Brasil?




Lea T - Isso é normal quando você sofre alguma coisa e fica machucada, mas depois cicatriza e passa, sempre cicatriza. Mas eu tinha meus motivos, todo mundo sabe, porque falaram coisas feias do meu pai, mentiras, falaram um monte de mentirada, inventaram umas coisas sobre meu pai, que ele não me aceitava, tudo mentira. Eu não sei quem começou esta coisa

ISTOÉ - O seu relacionamento com ele é distante?




Lea T - Não temos relacionamento distante, meu pai é separado da minha mãe, temos relacionamento como qualquer filho que foi separado do pai, porque ele não morava em casa com a família. Eu beijo meu pai, sempre vou visitar, vejo duas três vezes ao ano, porque ele mora aqui e eu na Itália, mas a gente se fala pelo telefone sempre.


ISTOÉ - É por causa disso também que você tem receio de dar entrevistas no Brasil?




Lea T - É. Porque foi uma maldade. Pensei: o que vou fazer lá? Para escutar coisas piores ainda? Você fica triste, mas depois conheci a galera da Way (agência de modelos que a representa no País) e minha família falou que as coisas já não eram tão assim, que as pessoas tinham mudado a cabeça, então decidi vir.

ISTOÉ - Como foi o convite para desfilar para o Herchcovitch?




Lea T - Eu tinha falado para a minha agência que não iria aceitar qualquer convite, aí eles me ligaram falando da proposta do Herchcovitch, disseram que era a linha que eu gosto, já conhecia o trabalho dele



ISTOÉ - Se sentiu muito assediada chegando por aqui?




Lea T - Está sendo tranquilo, todo mundo muito legal, nunca fui tão bem tratada em toda a minha vida.



ISTOÉ - Quais os próximos trabalhos?



Lea T - Volto para a Itália, fico um dia, deixo as malas, vou para Chicago e em seguida Nova York para os desfiles.



ISTOÉ - Você acha que o comportamento das pessoas com relação aos transexuais realmente está mudando no Brasil?



Lea T - Mais ou menos. Isso não muda rapidinho, o povo está me aceitando melhor pelo fato de eu estar fazendo trabalhos grandes, isso meio que cala a boca das pessoas. Mas eu continuo não vendo um transexual trabalhando em um hotel, trabalhando em um banco, em lugar nenhum, então ainda tem preconceito.



ISTOÉ - Os transexuais ainda precisam se esconder então?



Lea T - Claro. Prostitutas, são todas prostitutas, porque não têm oportunidade de trabalho.


ISTOÉ - Você também teve a mesma dificuldade?




Lea T - Eu tive. Na Itália é pior do que aqui. Por causa do Vaticano, o povo é muito preconceituoso, então não conseguia arrumar emprego, e bate aquele desespero.



ISTOÉ - O que você fazia antes de entrar no mundo da moda?



Lea T - Antes eu era um menino, diferente, mas encontrava trabalho. Eu trabalhava de assistente, era só mais um gay, que é mais aceito, apesar de ainda ter muito babado sobre isso. Mas quando virei transexual, aí o negócio mudou.



ISTOÉ - Como assim virou transsexual?



Lea T - Transexual significa uma transição sexual, então você começa uma transexualizacão. Você nasce com uma síndrome de identidade de gênero, até uns seis anos de idade se vê apenas como uma criança, mas quando começa a se identificar com alguma coisa, quando começa a entender, é que começa a se ver nem como homem nem como mulher, mas você ainda não é uma transexual, você vira transexual quando começa a fazer terapia e a ser seguida por médicos para mudar de sexo.



ISTOÉ - Você sempre sentiu a necessidade de mudar de sexo?



Lea T - Sim, mas não posso falar muito sobre isso por causa do contrato com a Oprah (Lea firmou contrato com a apresentadora americana Oprah Winfrey para uma entrevista exclusiva onde falará sobre sua cirurgia).


ISTOÉ - Quando será a cirurgia e por que ela é importante?




Lea T - Ainda não tem uma data exata. É uma questão estética, se você não se sente bem com seu pênis, aí terá uma coisa mais coerente com seu corpo e sua mente.



ISTOÉ - Isso vai te fazer mais feliz?



Lea T - Não, não é uma vagina que deixa uma pessoa feliz. Vai facilitar minha vida a nível de documento e vai me deixar numa questão estética melhor, vou viver melhor esta coisa, por causa da profissão e tudo. Mas não traz felicidade isso, senão todo mundo fazia. E todas as mulheres seriam felizes.



ISTOÉ - O que é mais importante, a cirurgia ou documento?



Lea T - Os dois são muito importantes quando se decide fazer uma coisa destas. Eu acho desaforo, deveria existir o homem, a mulher e o transexual, mas a lei nos ignora, então eles te põem como mulher, mas não é uma mulher, apesar de ter uma cabeça de mulher, mas não é.



ISTOÉ - Como é na hora de ter que mostrar sua documentação com um nome masculino? É constrangedor?



Lea T - É, nossa, na Itália, eles te tratam igual um lixo


ISTOÉ - E no Brasil?




Lea T - Aqui eles são delicadérrimos nestas horas, nunca tive um problema deste tipo no Brasil, são finérrimos. Lá tem o Vaticano, menina, o bicho pega naquele país. Foram trilhões de situações constrangedoras, falam que você é puta, isso e aqui, é difícil, muito difícil.



ISTOÉ - E como você reage diante de uma situação assim?



Lea T - Eu brigo, eu não sou de ficar calada. Eu luto pelos meus direitos, não estou fazendo nada de errado para ninguém, então caio em cima mesmo.



ISTOÉ - Você se sente como uma espécie de porta voz dos transexuais?



Lea T - Eu sei que sou uma das poucas que conseguiu um trabalho, mas não me sinto como porta voz, acho que ninguém é porta voz de ninguém, entendeu? Cada um tem que seguir a própria personalidade, a própria vida, ter honra da própria vida. Eu consegui um trabalho, diferente de várias, e isso pode ser uma mensagem legal para elas, isso é importante.

ISTOÉ - Mas você, mesmo que não queira, acaba sendo um exemplo não é?




Lea T - Claro, um exemplo de que não existe só aquela mesma estrada, que você pode fazer outras também.



ISTOÉ - Como você viu a presença de uma trans no Big Brother Brasil?



Lea T - É muito delicada isso, eu achei que essa coisa de Big Brother mostrou que o Brasil ainda não está pronto para isso. Eu não sou superior a ninguém, mas eles quiseram por uma transexual só porque está se falando muito em transexual, para levantar a audiência, eu achei que foi uma coisa meio barata. Ela (Ariadna Thalia) é uma menina linda, vitoriosa, lutadora, pelo que eu entendi da história dela, ela teve uma história dura. Mas o problema é que, como já se fala tão pouco em transexuais, se você põe uma em um programa como esse precisava ser algo menos estereotipado. Pelo amor de Deus, ela é foférrima, mas tem que por alguém que possa mudar essa imagem. Não se pode colocar um transexual lá e ficar perguntando “qual é a transsexual?”, tipo “cadê o Wally?. É um nível muito baixo e não ajuda o povão a entender estas coisas. Acho que é diminuir uma luta que poucas transexuais fazem. Acho que sair dizendo “Eu tenho a honra de ser a única transexual do Big Brother” não contribuiu. Eu não tenho a honra de ser a única modelo, eu vou ter a honra de ser a única médica, que curou uma doença, honra de ser como a presidente da Lancôme, que é uma transexual, aí sim.


ISTOÉ - E como fazer as pessoas entenderem?




Lea T - É difícil, porque elas apontam o dedo na minha cara. Aí eu tento explicar para as pessoas que elas estão apontando o dedo para uma pessoa que sofre, que vive como você e que tem muito mais problema do que você. E que uma transexual não é uma pervertida. Por isso que dou entrevistas e falo tanto a respeito. Seria mais interessante se essa trans do Big Brother tivesse falado “eu sofro, passei por isso e aquilo”, em vez de dizer dane-se o mundo.



ISTOÉ - Por que você acha que o mundo da moda te acolheu?



Lea T - O mundo da moda me acolheu porque eu comecei com uma pessoa que é muito influente no mundo da moda (Ricardo Tisci) e eu fiz esse projeto de usar isso para passar uma mensagem, para parar de se esconder. Ser modelo aconteceu por acaso, mas a coisa mais interessante é passar uma mensagem, quando a pessoa me dá um microfone eu grito que sou um transexual. Eu tenho prazer claro de sair em fotos bonitas e ir a desfiles, mas eu acho que isso não tem que ser o fundamental.




ISTOÉ - O que poderia ser feito no Brasil para que os transexuais tivessem mais qualidade de vida?




Lea T - Você não tem apoio financeiro para mudar o seu corpo, porque quando você nasce e se vê em um corpo de homem, precisa de ajuda para se transformar, para não ficar coma aquela coisa ridícula, quer dizer, não ridícula, mas aquela coisa que você não gosta. Não existe uma facilitação para fazer a cirurgia, então deveria haver apoio para isso. Por exemplo, você tem pelo de homem e tem que tirar esses pelos, com laser, e o laser custa R$ 1 mil a sessão. Você quer por peito ou tem um queixo enorme, masculino, são coisas que incomodam a gente em um nível muito forte, porque você olha no espelho e vê traços de homem, o que faz com que você viva mal seu corpo. Quando fica comprovado que pessoa é transexual, precisa ajudá-la a fazer isso, senão por isso que são todas prostitutas, porque você vive o corpo errado, então fica desesperada.



ISTOÉ - O que diria para as pessoas que acham que o sistema de saúde não deveria gastar recursos com este tipo de coisa?



Lea T - Olha, eu vou te dar uma estatística: de cada 10 transexuais, quatro se matam. Tem uma quantidade grande de transexual no mundo, então eu acho que todos têm direito, se tem que dar prioridade para outras coisas, a gente também tem que ter essa prioridade. Tem que ter igualdade. Nós sofremos de uma patologia séria, de identidade de gênero, então não dá para dizer quem tem menos prioridade. É um distúrbio, que precisa de atendimento.



ISTOÉ - Foi para levantar a bandeira pelos direitos dos transexuais que decidiu posar nua?




Lea T - Foi, posei por causa disso. Foi uma foto nua, crua, sem maquiagem, do jeito que você é, feia. Eles quiseram mostrar uma coisa verdadeira, mesmo uma transexual, que não está perfeita, boneca, linda, montada, mas ela existe, ela está na página de uma revista como a Vogue.



ISTOÉ - Foi sua única sessão de fotos nua?



Lea T - Assim que dá para ver o pênis foi a única.



ISTOÉ - Foi difícil?



Lea T - Não. Não gosto do meu corpo, mas não tenho vergonha, eu convivo com ele bem.



ISTOÉ - Tem alguma parte do seu corpo que gosta mais?



Lea T - Tem algumas que eu gosto, outras não.



ISTOÉ - Você se acha bonita?



Lea T - Não. Não acho.



ISTOÉ - Nem nas fotos?




Lea T - Não, não me acho bonita. Eu acho que eu sou um tipo diferente de beleza, um estilo diferente, não sou bonita, com rostinho de boneca.



ISTOÉ - Quem você acha que é bonita?



Lea T - A Raquel Zimmermann (modelo brasileira) acho linda. Eu não sou daqueles que ama as mulheres bonitas, eu gosto das mulheres com imperfeições, amo a Pat Smith (cantora americana), acho ela linda.



ISTOÉ - Você se sente atraída sexualmente por homens ou por mulheres?



Lea T - Eu já experimentei os dois. Eu gosto de dizer que eu gosto da pessoa. Claro que sexualmente eu me sinto mais atraída por homem, hétero. Por isso mesmo que quero fazer a intervenção, para poder ter uma relação mais hétero. Mas isso não significa que depois que eu operar eu me apaixone por uma mulher.



ISTOÉ - Você se sente bem resolvida sexualmente?



Lea T - Não, hoje não. Eu não acho que a relação com alguém que ainda não foi operado seja uma relação hétero, para mim é um relação bissexual.



ISTOÉ - Você está namorando?



Lea T - Não falo a respeito de namoro.

 
 
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